domingo, 19 de agosto de 2018

Um triste fim


Atos 5.1-10

1 Um homem chamado Ananias, juntamente com Safira, sua mulher, também vendeu uma propriedade. 2 Ele reteve parte do dinheiro para si, sabendo disso também sua mulher; e o restante levou e colocou aos pés dos apóstolos. 3 Então perguntou Pedro: "Ananias, como você permitiu que Satanás enchesse o seu coração, a ponto de você mentir ao Espírito Santo e guardar para si uma parte do dinheiro que recebeu pela propriedade? 4 Ela não lhe pertencia? E, depois de vendida, o dinheiro não estava em seu poder? O que o levou a pensar em fazer tal coisa? Você não mentiu aos homens, mas sim a Deus". 5 Ouvindo isso, Ananias caiu e morreu. Grande temor apoderou-se de todos os que ouviram o que tinha acontecido. 6 Então os moços vieram, envolveram seu corpo, levaram-no para fora e o sepultaram. 7 Cerca de três horas mais tarde, entrou sua mulher, sem saber o que havia acontecido. 8 Pedro lhe perguntou: "Diga-me, foi esse o preço que vocês conseguiram pela propriedade? " Respondeu ela: "Sim, foi esse mesmo". 9 Pedro lhe disse: "Por que vocês entraram em acordo para tentar o Espírito do Senhor? Veja! Estão à porta os pés dos que sepultaram seu marido, e eles a levarão também". 10 Naquele mesmo instante, ela caiu aos pés dele e morreu. Então os moços entraram e, encontrando-a morta, levaram-na e a sepultaram ao lado de seu marido. 


Nesse trecho, conta-se a história de um casal: Ananias e Safira. Um casal da igreja primitiva, que teve uma infeliz ideia. Eles resolveram mentir contra o Espírito Santo.

No texto fala que eles também venderam suas propriedades e entregaram como oferta. Barnabé tinha feito o mesmo, porém ele tinha sido sincero e entregue toda a quantia. Já Ananias e sua esposa resolveram reter uma parte da oferta e dizer que tinham entregado tudo.

Ninguém sabe como, mas Pedro revelado pelo Espírito Santo diz que esse homem tinha mentido contra o Senhor. Pedro o repreende. Interessante que Ananias podia ter vendido sua propriedade e dado o valor que quisesse sem mentir aos apóstolos. A oferta sempre foi voluntária, nunca foi compulsória, muito menos no tocante a valores.

Cheio do Espírito Santo, após a correção, Ananias cai ao chão, morto diante de todos. Tem gente que não pode ouvir uma correção, uma palavra de conserto, de admoestação que “morre” espiritualmente. Parece que a vida cristã perdeu a “magia”, a “fantasia” de somente palavras de vitória e de bênçãos. Fomos muito mal acostumados com as famosas caixinhas de promessas. Muito utilizada há alguns anos atrás.

Após falecer ali aos pés dos discípulos, retiram o corpo dali. E agora é a vez de Safira aparecer. Três horas mais tarde, ela é comunicada da morte do seu esposo e tem a chance de fazer diferente. Mas não o faz. Sim há pessoas que assistiram seus amados passarem por situações complicadíssimas, mas eles insistem em viver as mesmas coisas.

Deus tem histórias novas para nós, porém parece que temos necessidade de caminharmos pelas mesmas estradas tortuosas que outros andaram. O exemplo de como não se deve fazer fica esquecido, jogado de lado. É impressionante que com a história as nossas mãos, disciplina essa que existe principalmente para que não cometamos os mesmos erros do passado, tem sido negligenciada. Seja na família, igreja, trabalho, nos relacionamentos em geral.

Safira teve a oportunidade mudar a sua história, de viver diferente. Preferiu se juntar a Ananias na farsa e morreu também aos pés dos apóstolos. E foi enterrada junto ao esposo.

Chama a atenção nessa história, a atitude dos dois. O que eles fizeram chama-se tentar a Deus. É quando o homem se acha na capacidade de ser maior e até enganar a Deus. Ele testa Deus até onde o poder de Deus iria. Como se ele pensasse: “se ele é Deus mesmo, vou mentir o valor e vir se eles vão descobrir.” É como uma família que deixa sua casa aberta porque quer testar a eficiência de Deus em protegê-la. Foi um erro gravíssimo deles.

Sempre é bom ser sincero com Deus. Ele, mais do que ninguém, conhece nossos pensamentos e intenções. Ele sabe quando fazemos pela motivação correta ou apenas para nossa própria glória. Não caia na armadilha de tentar a Deus. Sempre confesse seu pecado e peça perdão ao Pai. Ele jamais lhe negará. Deus te abençoe.

Graça e Paz!

domingo, 12 de agosto de 2018

O Impressionante Estêvão


Atos 6.8
Estêvão, homem cheio da graça e do poder de Deus, realizava grandes maravilhas e sinais entre o povo.

Estêvão era membro da igreja em Jerusalém. Não se sabe muito sobre sua real origem. O fato é que por ser um homem de Deus, encaixou-se nos requisitos requeridos pelos apóstolos no capítulo 6 do livro de Atos dos Apóstolos onde estavam com grande dificuldade. As viúvas helenistas não estavam sendo assistidas como deveriam (segundo a reclamação delas) em contrapartida, as viúvas dos judeus eram mais assistidas.

Era um homem de boa reputação, cheios do Espírito Santo e de sabedoria (v.3). Uma responsabilidade enorme porque os discípulos se dedicariam somente à Palavra e a oração. Deixando toda essa questão social por sua conta.

Mas ele não se contenta somente em ser um diácono. Ele se destaca pela evangelização fervorosa e pelos sinais que o Espírito Santo fazia através dele (v.8). Como sempre, toda vez que alguém se destaca, seja na empresa, escola, e até infelizmente na igreja, nasce a inveja, o desejo de destruição de quem está crescendo.

Assim em uma das pregações mais lindas que se tem noticia na Bíblia (obviamente não pondo os ensinos e pregações de Jesus no ranking – nem precisa explicar por que) e como toda pregação baseada na Palavra de Deus, tem um caráter de confronto, de tocar em feridas abertas, de mostrar ao pecador seu estado e sua distância de Deus. Foi acusado de blasfêmia e levado ao sinédrio pra se defender.

Mas em vez de recuar, avançou mais. Ao relatar a aliança de Deus e o desprezo do povo em relação a isso e como eles mataram a Jesus, despertou ainda mais o ódio da sociedade da época.

Enquanto eles rangiam os dentes e se enfureciam, Estêvão viu Jesus. Viu a glória de Deus. Saulo, que se tornaria Paulo viu essa cena (6.58). Não tenho como afirmar, mas parece que o apóstolo dos gentios se lembrou dessa cena. As pessoas lançando Estêvão para fora e o apedrejando e ele vendo a glória de Deus. Deve ter sido inspiração para o texto de Filipenses 1.21 - Porquanto, para mim, o viver é Cristo, e o morrer é lucro. Morrer ali vendo Jesus nos céus era realmente um lucro, um ganho enorme. Maior do que qualquer afronta sofrida.

A trajetória bíblica de Estêvão é curta, porém profunda e contundente. E nos deixa lições importantes.

1 – Estêvão era exemplo. Homem cheio da graça e do poder de Deus.

2 – Estêvão vivia o Reino de Deus. Servia os irmãos necessitados e era um evangelista fervoroso.

3 – Um homem que não tinha medo de pregar a Palavra a quem quer que seja independente do lugar que estiver e em sua absoluta essência.

4 – As circunstâncias não o impediam de servir a Deus.

5 – Vivia uma vida piedosa. Mesmo sendo apedrejado, agredido, orou ao Senhor para que não imputasse pecado sobre os seus algozes. (At 7.60)

Um homem que teve sua morte chorada por muitos e se tornou, após Jesus Cristo, o primeiro mártir do Evangelho. Outros ao longo da história tiveram a mesma atitude de vida dele e sofreram a mesma pena. Mas viram a glória do Eterno. Você estaria disposto a morrer por essa causa? Como é o seu comportamento diante das pessoas e do Reino? Cheio de graça e poder ou prefere ranger os dentes e fazer falsas acusações sobre os que produzem? Pense nisso! Deus te abençoe!

Graça e Paz!


sábado, 11 de agosto de 2018

Não seja pai...


Calma! Não se assuste com o tema, pois ele tem reticências. Segundo a Língua Portuguesa podemos utilizar para “deixar no ar” uma ideia que gostaríamos de passar. É somente para chamar a atenção para esse texto que está sendo escrito na véspera do Dia dos Pais no ano de 2018.

Sobre o título em si, recomendo e muito a paternidade. Você amadurece, sua responsabilidade aumenta. Suas preocupações também. Óbvio que falo em linhas normais. Infelizmente muitos homens hoje vivem incompletos por abandonarem essa missão divina de ser pai. Você pode ter certeza de uma coisa: Deus cobrará a esses todo o tempo de indiferença e de negligência ou abandono dos seus filhos. Salmos 127.3 diz que os filhos são “herança do Senhor.” A partir do momento que eu não cuido do que Deus com tanto carinho e cuidado colocou em minhas mãos, o Senhor me cobrará disso.

Mas o objetivo desse texto é apresentar três exemplos na Bíblia de homens que não foram bons pais e os quais nós precisamos fugir do mau exemplo deles. São homens que desperdiçaram a chance que Deus tinha dado a eles e o resultado foi muito ruim.

Não seja Pai como Jacó.
Jacó, filho de Isaque, neto de Abraão. Teve 12 filhos, porém seis de Lia, dois de Raquel – a esposa amada e mais quatro de suas respectivas concubinas. Jacó amava demais a Raquel. Trabalhou 14 anos para tê-la como esposa. A Bíblia diz que Jacó amava tanto que sete anos de trabalho por Raquel parecia dias, tamanho o amor desse homem por ela (Gn 29.20). O problema é que esse amor por Raquel fez com que Jacó amasse mais a José do que os outros. José era bajulado pelo pai. Também colaborava com isso, pois sempre entregava as escorregadas de seus irmãos. Tinha a confiança do seu pai. Mas Jacó errou por ter filho “preferido”. Amor de pai deve ser de igual modo a todos. Preferir um filho em detrimento aos outros causa problemas seríssimos dentro da família.
1 – José tinha a antipatia dos seus.
2 - José era constantemente ameaçado pelos seus irmãos.
3 – Foi vendido para que não convivesse com eles.
4 – Poderia ter se vingado quando se tornou governador do Egito, mas pela graça de Deus perdoou seus irmãos.

Amar a todos os filhos de igual maneira ajuda no desenvolvimento deles para um senso de justiça reto e comunhão entre os próprios.


Não seja pai como Eli
Eli era sacerdote no templo do Senhor. Responsável por entregar, pelo menos uma vez por ano, os pecados do povo perante o Eterno para o seu perdão. Ana, em sua oração pedindo um filho (que viria a ser Samuel) votou a Deus de que se ele a abençoasse com uma criança, ela seria dedicada ao Senhor. E assim fez. Assim que Samuel terminou o período de amamentação, Ana o entregou para Eli. E ai entra esse homem. 1 Samuel 2.12 diz que os filhos de Eli eram filhos de Belial (homens indignos). Eles comiam os sacrifícios dedicados ao Senhor com tremendo sarcasmo e irreverência. Eles desprezavam a oferta do Senhor (1 Sm 2.17). O povo conhecia a fama dos filhos de Eli. Eles tinham relações sexuais com as mulheres em frente à porta do templo. Vilipendiavam a casa de Deus. Eli apenas perguntava sobre a má fama deles no meio do povo. Faltou pulso para ensinar aos filhos sobre as coisas de Deus.

Um pai abençoado por Deus ensina ao filho a respeitar a casa de Deus e seus ensinos. As coisas de Deus são valorizadas e tratadas com muita atenção e carinho. Hofni e Fineias (filhos de Eli) foram a guerra e ainda estavam com a arca da aliança, que representava a presença de Deus. Nessa batalha contra os filisteus, o povo perdeu a batalha, a arca da aliança foi tomada e os dois foram mortos. Logo após saber da noticia de que a arca tinha sido tomada e os filhos mortos, Eli cai da cadeira para trás, quebra o pescoço e morre.

Salomão deixa bem claro a postura de um pai sábio: Pv 22.6 Instrui o menino no caminho em que deve andar, e, até quando envelhecer, não se desviará dele.


Não seja pai como Davi
Davi, aquele garoto prodígio que venceu um gigante que ninguém tinha coragem de enfrentar. Um combatente competente na arte de guerrear. Venceu muitas batalhas, muitos desafios dados até pelo seu próprio comandante (quem não se lembra dos prepúcios). Cresceu, foi ungido rei, mas falhou na sua vida pessoal. Adulterou, matou Urias e foi um pai omisso. Um dos seus filhos Amnom, violentou a própria irmã Tamar. Quando os irmãos eram do mesmo pai e mãe, a relação era muito mais forte. Assim aconteceu com Absalão. A lei dizia que quando acontecesse isso, o que cometeu o crime teria que ter sido morto. Davi apenas irou-se e não fez absolutamente nada em relação a Amnom. Absalão, também filho de Davi por sua vez, ao saber o sofrimento de sua irmã, após dois anos, armou uma armadilha e matou seu irmão Amnom. Não vamos entrar no mérito se estava certo ou errado. O fato é que Davi tinha que ter tomado, no mínimo, uma posição firme em relação ao seu filho. O que não fez. Além de ver seus filhos se matarem, viu Absalão se tornar seu inimigo a ponto de querer o trono e ainda viu todo o povo comemorar a morte desse mesmo Absalão. Enquanto o povo festejava, ele chorava. Resultado de sua omissão.

Não seja omisso. Sua postura firme diante dos conflitos dos seus filhos faz a diferença na vida deles em formação até a sua vida adulta. Os valores ficam entranhados neles. Eles se tornam orgulhos.


Aprendemos com três homens como não devemos ser. Se você enxergou-se nesses exemplos, ainda dá tempo de mudar. Não seja como esses pais. Deus te abençoe!

Graça e Paz!

quinta-feira, 9 de agosto de 2018

Máscaras


Mt 23:2-3 (JFA-RC(Pt))
2 Dizendo: Na cadeira de Moisés estão assentados os escribas e fariseus. 3 Observai e praticai tudo o que vos disserem; mas não procedais em conformidade com as suas obras, porque dizem e não praticam;

Os carnavais de antigamente (não sou especialista, é apenas uma observação) eram frequentados por pessoas que além das fantasias, usavam máscaras nas quais escondiam o seu rosto e principalmente, elas tomam a forma que querem naqueles dias de “folia”.

Os anos foram passando e hoje na festa da carne se usa cada vez menos roupa, por isso as máscaras estejam tão fora de moda. O fato é que, por outro lado, o uso desses objetos aumentou consideravelmente fora dos ambientes festivos. As pessoas estão cada vez mais mascaradas, disfarçadas, até ocultas.

De uns sete meses para cá, comecei a utilizar de maneira mais ativa o Twitter. Uma rede social bem legal, você aprende bastante. Tem muita gente de conteúdo em todas as áreas que deixam seus textos, links, opiniões sempre muito bem fundamentadas, bem estruturadas. Coisa de quem sabe o que está falando.

Mas como tudo na vida, não são somente flores. Ao mesmo tempo em que você encontra muita gente bacana e muito conteúdo, você encontra muita gente que não tem nada a dizer, aliás, não tem coisa mais fora de noção do que escrever passo a passo o seu dia como se alguém se importasse. Alguns mais famosos não podem postar qualquer interjeição tem milhares de curtidas e “retweets”.

E começando a ficar mais tempo nessa ferramenta e analisando as pessoas, começo a perceber que o Twitter já não era apenas uma rede como qualquer outra. Ela estava se tornando a janela que precisavam para se libertar. Como a maioria das pessoas que usam são jovens, muitos utilizam suas timelines para expressarem como verdadeiramente são. Coisas que não podem fazer no facebook e nem no What’sapp por causa da família, dos irmãos da igreja, enfim.

De maneira nenhuma, quero nesse texto criticar escolhas A ou B. Longe disso. O que me preocupa é que a cada dia podemos estar do lado de gente que não sabemos se é verdadeira. Alguém que pode estar enganando o tempo todo e ficamos “vendidos” porque não sabemos se aquela pessoa é realmente quem ela diz que é.

Meninos super introvertidos, tímidos que se escondem atrás de avatares “fakes” falando de morte, de inferno. Gente que se diz torelante, mas cospe preconceito nas redes atacando tudo e todos independente se é cor, gênero, social, deficiência e por aí vai...

Sinceramente, não posso mais assegurar que conheço ninguém sem ver suas redes sociais. Isso é tão sério que empresas estão investigando as contas dos seus colaboradores e se tiver alguma declaração preconceituosa, de qualquer cunho, esse funcionário é demitido sumariamente. Quando se trata de adolescentes, a coisa é mais séria por causa do bullying, a iniciação sexual cada vez mais cedo, o contato com pedófilos, e outros perigos. Perfis que falam mal de todos por estarem protegidos pelo anonimato...

O fato é que nesse mundo cada vez mais tecnológico, as redes são uma ferramenta muito útil. Localizamos parentes, amigos de infância, fazemos nossos grupos onde podemos colocar nossas conversas em dia, porém virou terra onde não se sabe se aquele contato é realmente sadio ou não. Gente intolerante, preconceituosa, ruim mesmo, que usa desse artifício para plantar o terror na vida das pessoas.

Na verdade, as redes estão libertando o que existe dentro de alguns e infelizmente há muita gente ruim que está “protegida” por suas máscaras.

sábado, 4 de agosto de 2018

O Cristão e a política


Mt 22:15-21 (NVI(Br))
15 Então os fariseus saíram e começaram a planejar um meio de enredá-lo em suas próprias palavras. 16 Enviaram-lhe seus discípulos juntamente com os herodianos que lhe disseram: "Mestre, sabemos que és íntegro e que ensinas o caminho de Deus conforme a verdade. Tu não te deixas influenciar por ninguém, porque não te prendes à aparência dos homens. 17 Dize-nos, pois: Qual é a tua opinião? É certo pagar imposto a César ou não? " 18 Mas Jesus, percebendo a má intenção deles, perguntou: "Hipócritas! Por que vocês estão me pondo à prova? 19 Mostrem-me a moeda usada para pagar o imposto". Eles lhe mostraram um denário, 20 e ele lhes perguntou: "De quem é esta imagem e esta inscrição? " 21 "De César", responderam eles. E ele lhes disse: "Então, deem a César o que é de César e a Deus o que é de Deus".

Considerações Iniciais
- Estamos a poucos dias das eleições. E pelo momento que passamos como nação, esse é um assunto que precisa estar em pauta todo dia em nossas igrejas.
- Também tem a questão da necessidade. O povo brasileiro tem sofrido demais. Precisamos dar um basta nessa situação.
- Você pode ser “apolítico”? Pode, mas não deve. Você e sua família dependem dela pra se locomover como cidadão. E não tem como fugir, onde estamos inseridos, há política. Exemplo: escola, igreja, faculdade, empresa...enfim. Melhor nos acostumarmos com ela.

Sobre o texto
Os religiosos estavam tentando flagrar Jesus em algum vacilo, o menor que tivesse para conseguirem um motivo para matá-lo. E não podia ser “do nada” porque Jesus era querido pelo que falava, pelo que vivia e pelo que fazia. Primeiros eles tentam “adoçar” a boca do Mestre lhe fazendo elogios, reconhecendo (fingindo) sua soberania e sua autoridade quando eles perguntam a Jesus o que tanto queriam. O Mestre, sem pensar duas vezes, corta sua tentativa de pegar em ato falho e os chama de hipócritas porque conhecia seus corações. Jesus veio para estabelecer o Reino de Deus, mas em nenhum momento disse que não somos cidadãos dessa terra, enquanto aqui estivermos.

Logo, em cima do tema proposto, temos algumas recomendações importantes nessa época que vivemos:

1 – Oremos sempre (1 Tm 2.1-3)
O discípulo de Jesus não se nega a orar.
É nossa responsabilidade orar pelas autoridades. Por piores que nos pareçam, mesmo que não simpatizemos com elas, que não tenhamos votado nelas nos últimos pleitos.
E não só orar depois de eleito. Mas já começar a orar por aqueles que Deus colocará nas cadeiras executivas. Isso é agradável ao Senhor. (v.3)

2 – Respeitemos as autoridades (Rm 13.1-2)
Elas foram instituídas por Deus. Seja por sua vontade ou por sua permissão. Deus sempre permite ao homem cometer suas sandices e insanidades. Vivemos nessa situação porque Deus tem permitido ao Brasil experimentar de suas próprias e equivocadas decisões.

3 – Façamos a nossa parte (Mt 5.37)
Para cobrarmos dos políticos, precisamos fazer a nossa parte.
As pequenas corrupções prejudicam o país tanto quanto as grandes. Engana-se quem não pensa assim.
O nosso comportamento precisa se ater a valores morais e cristãos para uma sociedade mais próspera.
O testemunho do cristão é fundamental para que tenhamos credibilidade em nossas falas e escolhas.

Conselhos – O que fazer...
- Conheça a história do candidato
- Conheça suas propostas para a sociedade (nunca para benefício único seu)
- Seus princípios e valores de fé.
- Sua família
- Suas alianças políticas
- A filosofia do seu partido

Conselhos – O que não fazer
- Não desperdice o seu voto
- Não venda seu voto
- Tome muito cuidado com as escolhas
- Atenção às promessas dos candidatos (esteja atento se ele poderá cumprir o que prometeu)

Graça e paz!

Não desista dos seus


Lucas 8.40-42 / 49-56
40 Quando Jesus voltou, uma multidão o recebeu, pois todos o esperavam. 41 Então um homem chamado Jairo, dirigente da sinagoga, veio e prostrou-se aos pés de Jesus, implorando-lhe que fosse à sua casa 42 porque sua única filha, de cerca de doze anos, estava à morte. Estando Jesus a caminho, a multidão o comprimia.
49 Enquanto Jesus ainda estava falando, chegou alguém da casa de Jairo, o dirigente da sinagoga, e disse: "Sua filha morreu. Não incomode mais o Mestre". 50 Ouvindo isso, Jesus disse a Jairo: "Não tenha medo; tão somente creia, e ela será curada". 51 Quando chegou à casa de Jairo, não deixou ninguém entrar com ele, exceto Pedro, João, Tiago e o pai e a mãe da criança. 52 Enquanto isso, todo o povo estava se lamentando e chorando por ela. "Não chorem", disse Jesus. "Ela não está morta, mas dorme". 53 Todos começaram a rir dele, pois sabiam que ela estava morta. 54 Mas ele a tomou pela mão e disse: "Menina, levante-se! " 55 O espírito dela voltou, e ela se levantou imediatamente. Então Jesus lhes ordenou que lhe dessem de comer. 56 Os pais dela ficaram maravilhados, mas ele lhes ordenou que não contassem a ninguém o que tinha acontecido.

Considerações Iniciais

- Esse texto fala da ressurreição da filha de Jairo.
- Jairo era um ancião de Israel. Um homem mais velho, mas tinha essa nomenclatura por causa da experiência com o povo e com as Escrituras.
- Essa aproximação de Jairo junto a Jesus demonstra que muitos integrantes dos grupos religiosos da época acreditavam que era o Cristo, o Messias esperado.

Algumas lições importantes

1 – Jesus, no caminho à casa de Jairo, cura uma mulher. Jairo se irrita...
Nunca menospreze a dor do outro. (v.49)
A sociedade reage hoje com muita revolta às barbáries que são cometidas e noticiadas todos os dias (fora as que não chegam ao conhecimento da mídia) e por sua vez, vem reagindo à sua maneira. Exemplo: Boa parte da sociedade leva em sua filosofia de vida a frase: “Bandido bom é bandido morto”. Ficamos aliviados quando alguns desses marginais são mortos. “Menos um” – até dizemos. Mas quando você aprofunda o olhar, você percebe que por trás desse elemento, há uma família, que nem em seus piores sonhos, tinha pensado na possibilidade ter alguém vivendo essa realidade. Eles não nasceram e nem foram criados para isso. O que eu quero dizer com isso?
a)      Sua dor não é maior ou menor do que a de ninguém.
b)      Ajudar a curar a dor do outro nos permite ser curados.

2 – A fé é fundamental (v.50).
Sem fé não há cura. Não há restauração, não há ressurreição.
Fé não é só dizer. É fazer. Realizar, praticar faz toda a diferença.
Confiar e entender que Deus está no controle da situação são fundamentais para a ação de Deus.

3 – Sua esperança confunde os que estão ao redor. (v. 52-53)
É inacreditável mas, sim, eles riram de Jesus.
E se riram de Jesus, rirão de nós. Duvidarão da sua esperança.
Antídoto pra isso? Não se abale. Confie. (Sl 125.1)

4 – Seja grato (v.56)
Jesus não veio para se exibir. Ele queria fazer a diferença naquela família, de preferência de forma discreta. Mas era impossível tamanho o impacto do ministério, da palavra, da pessoa de Cristo.
Importante ajudarmos quem está na espera da bênção da parte do Senhor. É fundamental que se busque junto e não se envaideça por ter recebido a tão esperada bênção.
Lute com o seu irmão que ainda não recebeu a resposta de Deus.

Graça e paz!

domingo, 15 de julho de 2018

Levo Cristo comigo onde eu estiver

Gálatas 2.20
 Fui crucificado com Cristo. Assim, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim. A vida que agora vivo no corpo, vivo-a pela fé no filho de Deus, que me amou e se entregou por mim.

Caminhando pelo capítulo inteiro onde está inserido esse verso, podemos perceber o Apóstolo Paulo numa dificuldade enorme em lidar com “falsos irmãos” (sim, já existia isso nesse tempo), que mesmo após o sacrifício de Cristo na cruz, ainda obrigavam alguns iniciantes na fé a se circuncidarem, anulando completamente a paixão do Mestre no Gólgota. Diminuindo o derramar do sangue do nosso Salvador (3-5).

Paulo ainda comunica, que os influentes da igreja da Galácia, reconheciam seu apostolado e sua vocação para a pregação do Evangelho Não havia incoerências no discurso de Paulo com o que Jesus tinha deixado de ensinamento em seu ministério terreno. (7-8)

No verso nove, Paulo fala sobre a comunhão existente entr5e ele, apóstolo dos gentios com os primeiros líderes da igreja – Pedro, Tiago e João. Com um aperto de mão, fica combinado que ele ficaria com o povo, o qual já trabalhava (gentios) e os apóstolos de Jesus estariam trabalhando com os judeus que haviam se convertido a fé cristã.

Nos versos de 11 a 14, o apóstolo dos gentios, fala do embate que teve com Pedro, pois tinha adotado uma postura no mínimo estranha com aqueles os quais Paulo discipulava. O antes pescador, comia e bebia com os gentios, estava em comunhão com todos. Mas ao perceber e ter a certeza da presença de seus irmãos da igreja dos judeus, Pedro se afastava deles. Pedro não participava da comunhão. Ele tinha receio da reação de Tiago e de outros líderes.

Em cima de todo esse contexto, precisamos pensar sobre o tema. Tema esse, muito bem escolhido pela Convenção Batista Fluminense para o trabalho de Missões Estaduais nesse ano de 2018. O que esse momento da história da igreja e outros podem nos ajudar a entender a necessidade de levar Cristo onde estivermos.

Levo Cristo com autoridade
Paulo, ao repreender Pedro, demonstra autoridade de um verdadeiro apóstolo. Como se estivesse recebido pessoalmente do próprio Jesus, descrito por Mateus no seu evangelho, no capítulo 10. Mas precisamos estar atentos a alguns detalhes:
ü  Autoridade é conquistada e não imposta.
ü  Autoridade se conquista com ensino. (Mt 7.28-29)
ü  Autoridade não é grosseria, nem falta de educação ou de respeito.
ü  Podemos ter autoridade em amor. As pessoas verão isso em nós.

Levo Cristo com misericórdia (Mt 14.14-16)
O momento é de tristeza. Jesus é avisado da morte do seu primo e precursor João Batista. Morto por vingança, por denunciar o pecado contra o governo da época. Alguns discípulos de Jesus, antes eram liderados por João, por isso também era necessário o Mestre consolar e confortar os seus diante daqueles acontecimentos.

Jesus queria se retirar para reflexão e descanso com os seus discípulos. Alguns vinham do impacto feito, relatado no capítulo 10 de Mateus. Queria, porque não foi o que aconteceu. O texto diz que o Mestre moveu-se de íntima compaixão, de misericórdia, porque o povo que o tinha acompanhado, e que ele tinha dispensado, não “arredou o pé”. O povo não foi embora. Os discípulos até sugeriram isso, mas Jesus foi enfático: “Dai-lhe vós de comer!”.

Devemos levar Cristo onde estivermos porque tem muita gente morrendo sem ele. Sem ao menos experimentá-lo em sua vida. As tragédias e catástrofes e violências cada dia mais recorrente em nossos dias precisam ser alvos da nossa misericórdia. Alimentar uma multidão com fome de Jesus é nossa responsabilidade. É a nossa missão.

Levo Cristo nas oportunidades. (1 Co 10.31)
A glória a Deus deve ser nosso objetivo principal. E quando eu faço as oportunidades valerem a pena, em nome de Cristo, glorifico o nome de Deus e levo Jesus onde estou passando. Quando ajo com correção, com honestidade, com amor, primando pelo certo, objetivando a glória do Senhor, estou levando Cristo a todos e em todos os lugares. Quando sou educado, gentil, formal, paciente e atencioso com todos, mesmo aqueles que testam nossa paciência e nossa santidade. Quando exerço minhas atividades com excelência, seja lá qual for minha atividade e ela sendo honesta, estou levando o Senhor a todos.
Conclusão
É a nossa missão. Cristo nos deixou um legado, ensinamentos mil. Os quais precisamos nos agarrar e impactar essa sociedade cada vez mais doente. Por onde você andar, leve Cristo consigo. Por onde você for leve o nome de Jesus. Graça e paz!

sexta-feira, 13 de julho de 2018

Cuide do seu coração


Provérbios 4.23
Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, porque dele procedem as saídas da vida.

Algumas informações importantes:
- Coração na Bíblia: sede dos sentimentos e impulsos do homem. Dependendo da tradução, pode ser citado mais ou menos 900 vezes nas Escrituras.
- Coração na ciência: Órgão responsável por receber e enviar sangue de e para todo o corpo. Seus batimentos estão entre 109 e 111 mil por dia, bombeando mais ou menos 5 litros de sangue.
No sentido original do texto: mente, vontade, inteligência, lugar das emoções.
É interessante notar também que no texto há a preocupação do “pai-professor” com seu “filho-aluno”.

Por que cuidar do coração?

Porque dele depende a sua vida. (v.23)
Assim como no corpo humano, quando suas emoções morrem, você também falece. Alguns dizem que o homem (ou a mulher) morre quando deixa de sonhar, de viver suas emoções. Aliás, apesar de parecer um termo pejorativo, ou pelo menos figurado, “morrer de desgosto” tem sido cada vez comum. A ferida no “coração”, na alma, nas emoções tem levado muita gente a óbito mesmo.
As pessoas tem se entregado muito facilmente. Em segundos, alguns já viram amigos, parceiros, o “amor da vida”. Em adolescentes é cada vez mais normal. Dois amigos que estão sempre juntos, sentam juntos, fazem atividades juntos, até saem juntos, curtem a mesma coisa. Ao mudarem de escola, acaba a amizade, a afinidade, ficam só as lembranças. A paixão vem cada vez mais rápida e avassaladora. Tem sido constante e muito perigoso esse comportamento. E assim como se entrega muito rápido, as feridas também aparecem cada vez mais depressa.
Assim como na ciência quando nos alimentamos mal prejudicamos o coração, trazendo para o espiritual, quando alimentamos nossa alma com besteira, nossas emoções também serão atacadas e abaladas. Jesus não blefou quando disse que nem só de pão se alimentava o homem, mas também de toda a palavra que sai da boca de Deus. (Mt 4) Jesus fazia referência a nossa saúde espiritual, emocional. Quanto mais tragédia engolimos, mais frios e insensíveis ficamos. Precisamos cuidar do que nos “alimentamos” na alma. Precisamos cuidar mais do nosso coração. Dele depende nossa vida.

Porque o externo expõe o interno. (V. 24-27 / Mt 12.33-35)
Na continuação do texto de Salomão, ele fala sobre aquele que guarda o coração. Como é a vida dessa pessoa...No paralelo com Jesus, o Mestre confronta os fariseus (como sempre) que o condenavam por estar curando no sábado e pelos discípulos terem comido o pão destinado à cerimônia feita pelo sacerdote. Os fariseus, por sua vez, não aliviaram e diziam que Cristo era o autêntico representante de Satanás. E aí Ele responde, pra variar, com muita sabedoria que “a boca fala do que o coração está cheio.” O externo nosso expõe o que vai dentro de nós. Se nosso coração está sujo, poluído, sairá para as pessoas do mesmo jeito. Não há como sair da mesma fonte água doce e amarga – palavras de Jesus.

Porque valorizamos tudo em que colocamos o coração. (Mt 6.21)
No texto fala-se de tesouro (armazém, depósito, cofre), coisas preciosas. O que Jesus quer dizer é para buscarmos o mais importante: a sua justiça. Você já deve ter percebido que sempre que colocamos o nosso coração em algo, mergulhamos naquilo e só saímos se não tiver mais jeito ou quando terminamos. Parece que nada mais importa. Relacionamentos, trabalho, curso, prova, enfim, todos os olhos e emoções são voltados para aquela situação. Um casal apaixonado só tem olhos para aquela paixão devastadora, para outros é o filho, é a carreira...

Conclusão
O Senhor nos orienta a preservarmos o coração. Ele é enganoso (Jr 17.9). Ouvir as emoções sempre não é uma atitude sensata. O apóstolo fala em culto racional. Ou seja, usarmos sempre e mais a razão. Não desprezem a razão, não confie nas intuições emocionais. Ore sempre a Deus e peça a Ele que sempre esteja cuidando do seu coração. Graça e Paz!

terça-feira, 10 de julho de 2018

"Eis o noivo!"

Mateus 25:1-13 (NVI(Br))
1 "O Reino dos céus, pois, será semelhante a dez virgens que pegaram suas candeias e saíram para encontrar-se com o noivo. 2 Cinco delas eram insensatas, e cinco eram prudentes. 3 As insensatas pegaram suas candeias, mas não levaram óleo consigo. 4 As prudentes, porém, levaram óleo em vasilhas juntamente com suas candeias. 5 O noivo demorou a chegar, e todas ficaram com sono e adormeceram. 6 "À meia-noite, ouviu-se um grito: ‘O noivo se aproxima! Saiam para encontrá-lo! ’ 7 "Então todas as virgens acordaram e prepararam suas candeias. 8 As insensatas disseram às prudentes: ‘Deem-nos um pouco do seu óleo, pois as nossas candeias estão se apagando’. 9 "Elas responderam: ‘Não, pois pode ser que não haja o suficiente para nós e para vocês. Vão comprar óleo para vocês’. 10 "E saindo elas para comprar o óleo, chegou o noivo. As virgens que estavam preparadas entraram com ele para o banquete nupcial. E a porta foi fechada. 11 "Mais tarde vieram também as outras e disseram: ‘Senhor! Senhor! Abra a porta para nós! ’ 12 "Mas ele respondeu: ‘A verdade é que não as conheço! ’ 13 Portanto, vigiem, porque vocês não sabem o dia nem a hora”!"

Algumas considerações sobre esse texto.
1 – A parábola das dez virgens só é escrita por Mateus. Não há registro desse episódio nos outros evangelhos.
2 – Jesus faz referência ao casamento hebreu, que é diferente do casamento ocidental. No casamento hebreu, a época de Jesus, a noiva esperava o noivo na casa dos seus pais. Quando o noivo se aproximava, era anunciado e a moça saía à noite com a sua lamparina, movida a azeite, para encontrar-se com seu prometido. Por isso os casamentos hebreus sempre se realizavam nesse horário.
3 – Com a demora do noivo, sempre era bom a prometida esperá-lo com a já citada lamparina e também com um vaso de azeite para que sustentasse o fogo durante o tempo que fosse necessário.

Jesus faz essa analogia perto de sua morte, porém faz referência a sua segunda vinda. Como seria o seu retorno para estabelecer o seu reino definitivo. Ele faz menção de 10 virgens, que aguardam o noivo para as bodas. Porém ele faz uma ressalva: Cinco eram prudentes e cinco néscias (loucas). Cinco preparadas e outras cinco despreparadas. Essas “virgens” as quais o Mestre faz menção simboliza a humanidade, o povo. Se quer uma forma mais restrita de interpretação, a igreja. Onde todas estão esperando o noivo, entretanto, nem todas irão usufruir da presença do noivo. Que lições nós podemos tirar desse texto? Alguns ensinamentos importantes:

1 – Preciso estar preparado.
Jesus chama as virgens preparadas de prudentes. Ser prudente é estar de prontidão. É estar atenta a toda e qualquer circunstância. É ter “azeite” na reserva. É não perder o foco do momento mais importante: a vinda do noivo. Enquanto o prometido não chega, bate o cansaço, pode até vir o sono, mas nunca perder a fé para não ser pego desprevenido pela volta do Senhor. Podemos até nos surpreender com o que acontece a nossa volta, todavia, sempre ligado, focado no principal: A chegada do noivo!

2 – A volta de Jesus não pode ser medida pelo nosso tempo, mas pelo nosso “nível” de santificação. (Hb 12.14)
14 Esforcem-se para viver em paz com todos e para serem santos; sem santidade ninguém verá o Senhor.
Nesse tempo que vivemos, percebemos muitos querendo retardar a volta do “noivo” por causa dos seus projetos pessoais. Querem casar, ter filhos, netos, bisnetos, realização financeira, profissional, sentimental, enfim, todos os seus desejos e sonhos atendidos antes da volta de Cristo. O autor do livro de Hebreus ressalta que sem santidade, ninguém verá o Senhor. Podemos então entender que na parábola, as loucas não viram o noivo porque se preocuparam com outras coisas (ou não) e não deram a devida atenção ao “pouco azeite” na sua lamparina. Olhando para a igreja primitiva, descrita no livro de Atos dos Apóstolos, percebemos que era um povo que aguardava Cristo para aquele tempo, para aquela época. Quando lemos a primeira carta de Paulo aos Tessalonicenses, no capítulo 5, vemos que a preocupação do apóstolo era que o povo não dormisse, não se perdesse nos seus desejos e concupiscências e se voltasse exclusivamente para a volta de Cristo. O fato é que temos a sensação que a igreja brasileira poderia avançar ainda muito mais do que avançou se olhássemos para a volta do Mestre. Se vivêssemos todos os dias como se Cristo voltasse ainda hoje mesmo.

3 – Não podemos rejeitar o Espírito Santo.
As mulheres tolas não tinham azeite suficiente em suas lamparinas. O azeite descrito por Jesus é o Espírito Santo. Cristo deixa claro que tolos são os que não agem com espiritualidade. Vivem na carne em todas as áreas da sua vida. É não viver em Deus. É achar que somente levantar a mão num momento de apelo ou apenas “bater cartão” nos cultos da igreja para passar a impressão de fé e de amor a Jesus. Não crescem no Espírito. Não se estabelecem em igreja alguma. São sempre problemáticos e nunca estão preparados. Sempre são pegos de surpresa.

Conclusão
Cristo está voltando. Já se ouve a voz dizendo: “Eis o noivo!” Prepare-se. A hora está chegando... Vigie. O noivo está às portas. Não seja pego de surpresa sem azeite em sua lamparina. Graça e Paz!

domingo, 8 de julho de 2018

Tempo a sós com Deus

Mt 6:5-8 (JFA-RC(Pt))
5 E, quando orares, não sejas como os hipócritas: pois se comprazem em orar em pé nas sinagogas, e às esquinas das ruas, para serem vistos pelos homens. Em verdade vos digo que já receberam o seu galardão. 6 Mas tu, quando orares, entra no teu aposento, e, fechando a tua porta, ora a teu Pai que está em oculto; e teu Pai que vê secretamente, te recompensará. 7 E, orando, não useis de vãs repetições, como os gentios, que pensam que por muito falarem serão ouvidos. 8 Não vos assemelheis pois a eles; porque vosso Pai sabe o que vos é necessário, antes de vós lho pedirdes.

Jesus está no seu clássico “Sermão do Monte”. Alguns estudiosos dizem que tudo que tem relação com a fé cristã, o Mestre deixou claro nesses capítulos de 5 a 7 do Evangelho de Mateus. Nesse trecho do capítulo, Cristo fala da oração. Mas precisamente uma comparação entre os fariseus e como deveríamos fazer.

Em resumo: Fariseus eram homens conhecedores da Lei, mas estavam longe de praticá-la. E com o aparecimento do Messias, a intenção deles era matar, acabar com a vida de Jesus. Cristo fazia estragos no ensino desses homens e era admirado pela sua autoridade (Mt 7.28-29)

No verso 5, Yeshua os chama de hipócritas porque eles faziam questão de que todos os vissem orando, repetiam suas orações, gritavam nas esquinas. Ele nos ensina sobre o Tempo a sós com Deus. A verdade era que se eles gostavam de ser notados pelas suas orações em público, já tinham recebido suas “recompensas”. Todos os já tinham visto e notado.

O Mestre faz questão de quebrar isso e mostrar que o momento do homem ou da mulher a sós com Deus em seu quarto, tem um olhar especial do Pai. Deus estaria ouvindo a oração e recompensando o aflito. Mas aí surge a dúvida: Deus não ouve outras orações feitas fora desse ambiente? Claro que sim. Mas o Filho nos ensina que ao separarmos um momento a sós com o Senhor, é uma valorização de nossa parte, àquele momento muito especial. É a hora da entrega, do quebrantamento, da lágrima que ninguém vê mas o Pai contempla.

Cristo ensina que ao fecharmos o quarto e nos abrirmos pra Deus, é sinal de que aqueles minutos ali são os mais importantes de nossa vida. Valorizamos a majestade e soberania de Deus, entregando a Ele, e somente a Ele, todas as nossas aflições e angústias.

O Salvador alerta também o perigo de acharmos que “convencemos” Deus através das repetições sem sentido ou que vamos comover o coração de Deus com a insistência no pedido feito aos pés dEle. Isso era prática dos fariseus, dos hipócritas que mostravam uma pseudo comunhão com Jeová.

A prova disso é a frase final desse trecho: “porque vosso Pai sabe o que vos é necessário, antes de vós lho pedirdes.” O Senhor sabe exatamente o que precisamos, o que necessitamos e o que é puro capricho. Ele quer de nós equilíbrio nas prioridades e valorização do momento a sós com Ele.  Ele quer prioridade e exclusividade ao falar com Ele. Quer de nós paixão por esse momento aos seus pés. Valorizemos sempre e sempre um tempo a sós com o Senhor. Graça e Paz!